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Nome: Susy Noronha
Idade: Indefinida
Cidade: Pontal do Paraná
Gosto: Noite
Não gosto: Sol
País: Brasil
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Tops 75, 50 e 25
do Concurso The Gothic Blog
Top 20 do
Concurso Black Rose
Top 40 do
Concurso The Tears of The Dragon
Top 65 no
Concurso Red Velvet
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O Oceano
Rola, Oceano profundo e azul sombrio, rola!
Caminham dez mil frotas sobre ti, em vão;
de ruínas o homem marca a terra, mas se evola
na praia o seu domínio. Na úmida extensão
só tu causas naufrágios; não, da destruição
feita pelo homem sombra alguma se mantém,
exceto se, gota de chuva, ele também
se afunda a borbulhar com seu gemido,
sem féretro, sem túmulo, desconhecido.
Do passo do há traços em teus caminhos,
nem são presa teus campos. Ergues-te e o sacodes
de ti; desprezas os poderes tão mesquinhos
que usa para assolar a terra, já que podes
de teu seio atirá-lo aos céus; assim o lanças
tremendo uivando em teus borrifos escarninhos
rumo a seus deuses - nos quais firma as esperanças
de achar um portou angra próxima, talvez -
e o devolves á terra: - jaza aí, de vez.
Os armamentos que fulminam as muralhas
das cidades de pedra - e tremem as nações
ante eles, como os reis em suas capitais - ,
os leviatãs de roble, cujas proporções
levam o seu criador de barro a se apontar
como Senhor do Oceano e árbitro das batalhas,
fundem-se todos nessas ondas tão fatais
para a orgulhosa Armada ou para Trafalgar.
Tuas bordas são reinos, mas o tempo os traga:
Grécia, Roma, Catargo, Assíria, onde é que estão?
Quando outrora eram livres tu as devastavas,
e tiranos copiaram-te, a partir de então;
manda o estrangeiro em praias rudes ou escravas;
reinos secaram-se em desertos, nesse espaço,
mas tu não mudas, salvo no florear da vaga;
em tua fronte azul o tempo não põe traço;
como és agora, viu-te a aurora da criação.
Tu, espelho glorioso, onde no temporal
reflete sua imagem Deus onipotente;
calmo ou convulso, quando há brisa ou vendaval,
quer a gelar o polo, quer em cima ardente
a ondear sombrio, - tu és sublime e sem final,
cópia da eternidade, trono do Invisível;
os monstros dos abismos nascem do teu lodo;
insondável, sozinho avanças, és terrível.
Amei-te, Oceano! Em meus folguedos juvenis
ir levado em teu peito, como tua espuma,
era um prazer; desde meus tempos infantis
divertir-me com as ondas dava-me alegria;
quando, porém, ao refrescar-se o mar, alguma
de tuas vagas de causar pavor se erguia,
sendo eu teu filho esse pavor me seduzia
e era agradável: nessas ondas eu confiava
e, como agora, a tua juba eu alisava.
Lord Byron


Gente, a coisa ficou russa pro meu lado, minha saúde não está nada boa e vou ter que dar um tempo nas atualizações. Mas não fiquem tristes, sempre que eu puder entrarei na página para ver os recadinhos e retribuir.
Vou começar um tratamento com imunossupressores e não me senterei muito bem, portanto ficarei afastada por uns tempos e não postarei com tanta freqüencia. Espero que vocês não abandonem o meu blog e que rezem por mim, para que minha doença não tenha complicado e eu já não esteja com câncer. Terei que refazer os exames e estou muito nervosa quanto ao resultado.
No mais, quando eu tiver novidades, contarei como vão as coisas. Um beijo à todos...


E aí pessoal, sentiram saudades de mim ??? Eu agora estou mais tranqüila, revi minha família e até tenho uma notícia legal pra dar pra vocês, minha irmã Sueli vem morar comigo. Pelo jeito, meus dias de solidão e depressão ficarão para trás, esta minha irmã é uma figura, não me deixa quieta, é divertida e cheia de idéias brilhantes na cabeça.
Tenho mais novidades pra vocês, encontrei o homem que eu mais amei nesta vida, o "Caco". Me emocionei demais, foi uma esperiência arrebatadora ! Não o via à muito tempo , conversamos e ficamos de nos comunicar. Será que vai dar liga novamente ??? Ele insistiu para que eu ligasse, disse que queria muito falar comigo e vi em seus olhos que a emoção não foi só minha. Legal, né ? Mas, sinto medo...já sofri tanto por este homem. O que vocês acham, devo procurá-lo ???
No mais, alguns parentes meus ainda estão por aqui. Tenho saído com minha irmã e foi numa dessas saídas que encontrei o Caco. Ele continua lindo !!! Meu Deus, dai-me forças para resistí-lo ! Isto não é uma tarefa fácil, ele é um arraso !
E vcs, o que estão fazendo de bom ? Já voltaram às aulas, reencontraram as amigas e amigos ? Me contem tudo ! Espero que muitas coisas bacanas tenham acontecido nestas férias pra vocês...
Bem, quanto a mim, não poderia me sentir mais feliz. Beijos à todos e não esqueçam de dar a sua opinião. "Devo ou não ligar pra ele ????" Se quiserem saber mais sobre este encontro, entrem no meu outro blog, o Red Roses, lá eu conto tudo. O link está aí ao lado. Até mais...


Oi, hoje só estou entrando para atualizar. Ando sem tempo pra nada, minha família está passando férias comigo e, já viu né, todo mundo quer usar o PC, a casa vira uma zona, é rango pra fazer, casa pra ajeitar, conversas para pôr em dia...Espero que compreendam e não me abandonem. Prometo que logo, logo, vou colocar as últimas novidades pra vocês. Beijão à todos e até...

Oi meus caros amigos da escuridão, vim postar o selo Top 65 do Concurso Red Velvet que conquistei esta semana. O Little Angel Sad foi um dos primeiros blogs que fiz e sempre que eu o inscrevo, me dá alegrias. Tenho recebido elogios e visitas de muitos lugares do mundo neste meu recanto, uns gostam da música, outros dos poemas e imagens, mas o que me deixa realizada, são as amizades que fiz através dele. Legal, né ? Gostaria de agradecer à todos, principalmente aos organizadores destes concursos, pois eles me ajudam a divulgar o Little Angel Sad e fazer com que mais e mais pessoas façam parte deste meu mundo. Beijão à todos !!!


Meu coração está feliz como nunca !!! Como é bom ser eu mesma e viver o dia de hoje. Acordei com vontade de gritar, de dançar, de ouvir música bem alta...Acordei com vontade de fazer uma porção de coisas que à muito tempo não fazia. Sabe, fiz uma faxina geral no meu coração. Eliminei o peso das mágoas, das tristezas, e resolvi que vou ser diferente de hoje em diante. Será que é o vinho branco que me animou deste jeito ? Brincadeirinha, não é não, algo aconteceu dentro de mim...Descobri coisas à meu respeito que me libertaram. Foi sofrido, mas o tempo da depressão passou. Abri as janelas e as portas, deixei o ar entrar e levar embora tudo o que estava me oprimindo. Vida, estou de volta !!!
By Susy


Olhem que lindo o award que eu ganhei da Amanda, do Magias e Sedução. Obrigada minha amiga, você é muito querida e especial !!! Este também é o primeiro award ganho pelo Little Angel Sad, portanto merece destaque. Quantos aos meus amigos que me visitam, aproveitem e conheçam a página dela, tem uma música medieval muito linda nele.
Quero desejar à todos UM FELIZ ANO NOVO ! Que 2006 seja um ano de muita sorte e harmonia em nossas vidas. Beijão !!!


Como foram de Natal, Papai Noel trouxe muitos presentes ??? Espero que o de vocês tenha sido melhor que o meu, que foi um desastre ! Me esqueceram neste Natal, não recebi nem um telefonema sequer. Decididamente, não tenho mais família ! Querem saber ? Não vou mais me importar com eles, e olhe que tenho 6 irmãos, uma caminhão de sobrinhos e cunhados. Cansei de ser boa e de viver implorando pra que minha família não se afaste. Depois que minha mãe morreu, meus irmãos mostraram a verdadeira face. O dinheiro falou mais alto e só pensaram nisto. Que triste ! Eu queria tanto que a nós ficássemos juntos, pelo menos no Natal, isto seria uma alegria pra minha mãe.
Não entendo o porque de tanta frieza, será que eles sempre foram assim e eu é que não tinha percebido ? O fato é que estou muito triste e não vou mais fazer força pra juntar o que não quer ser juntado. Nem o espírito de Natal foi capaz de abrandar o coração deles, portanto, acabou...já era...quem quiser agora que venha atrás !!!
UM FELIZ ANO NOVO pra todos os meus amigos que visitam e que sempre deixam um recadinho carinhoso. Pelo menos com vocês eu posso contar, né ??? Beijão e que 2006 venha pra revolucionar e trazer muitas alegrias e realizações !


Que peninha, mais um concurso foi pro espaço... Não passei para o top 30 do The Tears of the Dragon. Hoje, dia 24 de dezembro estou sozinha em casa. Provavelmente eu passe o Natal sozinha, chato né ? Na verdade, não estava esperando nada mesmo. Com a morte da minha mãe, a minha família ficou dividida e cada um foi pro seu lado. Talves no Ano Novo todos venham pra cá, é quase certo.
Meu outro blog continua concorrendo, passou para o Top 30, é o Insanity Girl. Quem quiser entrar nele, o endereço é :
http://susystrella.zip.net
Pra vocês galera, um FELIZ NATAL e que 2006 venha com tudo de bom !!!

Eis mais um Top conquistado !!! Agora é do Concurso Thears of the Dragon. Obrigada aos organizadores. Estou muito feliz !!!


Lágrimas da Vida
Se tu souberas que lembrança amarga
Que pensamento desflorou meus dias,
Oh! tu não creras meu sorrir leviano,
Nem minhas insensatas alegrias!
Quando junto de ti eu sinto, às vezes,
Em doce enleio desvairar-me o siso,
Nos meus olhos incertos sinto lágrimas...
Mas da lágrima em troco eu temo um riso!
O meu peito era um templo - ergui nas aras
Tua imagem que a sombra perfumava...
Mas ah! emurcheceste as minhas flores!
Apagaste a ilusão que o aviventava!
E por te amar, por teu desdém, perdi-me...
Tresnoitei-me nas orgias macilento,
Brindei blasfemo ao vício e da minh'alma
Tentei me suicidar no esquecimento!
Como um corcel abate-se na sombra,
A minha crença agoniza e desespera...
O peito e lira se estalaram juntos...
E morro sem ter tido primavera!
Como o perfume de uma flor aberta
Da manhã entre as nuvens se mistura,
A minh'alma podia em teus amores
Como um anjo de Deus sonhar ventura!
Não peço o teu amor... eu quero apenas
A flor que beijas para a ter no seio...
E teus cabelos respirar medroso...
E a teus joelhos suspirar d'enleio!
E quando eu durmo... e o coração ainda
Procura na ilusão tua lembrança,
Anjo da vida passa nos meus sonhos
E meus lábios orvalha d'esperança!
***Álvares de Azevedo***


Quando as luzes se apagam
e a escuridão toma seu lugar,
escorrem vultos que haviam permanecido imóveis
enquanto a luz dominava o espaço.
O frio invade a sala,
olhos perseguem meus movimentos,
Aproximam-se, tocam meus cabelos
tão suave e friamente
que sinto minha cabeça lampejar.
Eles tentam invadir minha mente...
apoderar-se dos meus sonhos, minhas paixões.
São vampiros d'alma.
Cercam-me... não posso escapar...
Sinto que me seguram...não posso lutar!
Não consigo lutar!
Sinto frias correntes passando por meu corpo,
entro em pânico...mas permaneço...
em silêncio...
Acorrentaram-me...estou presa...
Imploro em prantos por ajuda,
lágrimas amargas escorrem pelo meu rosto...
Silêncio...
Não posso mais suportar... estou aflita...
Meu coração parece estar parando...
minha alma está se perdendo...
Ajudem-me! Estou morrendo!...
Frio, medo... enfim alguém acende a luz.
Aqueles vultos se foram,
mas a sensação de frio permanece
inundando meu espírito.
E cada vez que a luz some
e a escuridão reaparece,
sinto aquelas negras presenças.
Mas agora não é o medo
que vem com o frio,
são a sabedoria e a segurança
que acompanham meus passos
pela brisa congelada.
Elas e aqueles vultos que me resgataram
para um mundo escuro, sombrio
que me acolheu,
pois ele é meu único lar...
By *Aislin*


Mudando a Rota...
Não vou mais deixar a vida passar... e passar...
Eu mereço... e vou buscar!
Eu posso estar triste... mas eu não sou triste.
Eu posso ter muito medo ..
Mas eu preciso ir pegar o que é meu!
Eu posso ter muitas dúvidas...
Mas tenho que ir buscar as respostas
para as minhas perguntas...
Eu não posso ficar parado.
Cada segundo é importante!
Não tenho mais tempo a perder...
E não preciso perder mais tempo!
Porém, eu também sei esperar!
Sei que o que é meu, virá à mim no momento certo.
Sou eu quem vai ao encontro do meu destino!
E faço os ajustes, dou minhas arriscadas...
Para fazer com que eu encontre com ele,
no fim do meu caminho...
Só mudando a minha rota eu saberei
se estava indo para o caminho certo ...
Não posso ter medo de tentar trajetória nova!
Parar é morrer!!!
O que existe de mais triste em uma pessoa
que respira, come e dorme, mas está morta???
Não vem de lugar nenhum
e não vai para lugar algum!
Quanta gente conheço assim...
Não, não posso!
Estou indo...
*Desconheço o autor*

Oi meus queridos amigos da escuridão, estou de volta, mas numa lentidão que está me dando nos nervos... Acontece que caiu um raio aqui na praia e torrou o meu PC. Tive um prejuízo enorme este mês, já tinha formatado o PC por causa de uns cavalos de tróia que infestaram meus arquivos, agora perdi a placa-mãe, o modem e mais uma peça que não me recordo o nome. O prejuízo ficou em 420 reais este mês...tá me saindo caro este computador !!!!
Para completar, como desghraça não vem sozinha, minhas três cadelinhas ficaram doentes e tive que gastar mais de 300 reais com elas...Fizeram as contas ??? Tô me vendo louca pra quitar tanta dívida...
A única coisa que me alegrou foi saber que fiquei entre as 25 do Concurso The Gothic Blog ! Obrigada Jordison, você está sendo muito legal comigo. Peço a compreensão dos organizadores dos concursos até que eu consiga normalizar a minha conexão. Estou usando internet discada por enquanto, meu técnico ficou de providenciar outro Modem. Até lá, estarei devagar quase parando e vai ficar difícil postar em todos os blogs com tanta frequência.
Aos amigos que estão entrando aqui, quero agradecer os elogios e dizer que logo que possível, os visitarei. Bem galera, agora me vou, tenho ainda que postar nos meus outros blogs pois já faz um tempo que não entro neles. Meu PC só chegou hoje e tenho muita coisa pra por em dia. Um beijão !!!


Oi pessoas, como estão ??? Bem, eu só passei por aqui para avisar que o Concurso Obscure Personality acabou e que o meu Blog Hálito de Virgem não ganhou. Bem, não podemos ganhar todas, portanto bola pra frente !!!

Olha a novidade !!! Sou Top 50 no Concurso Gothic Blog. A novata aqui tá que não se agüenta de tanta felicidade. Obrigada aos organizadores, isto nos incentiva a caprichar cada vez mais. Beijão !!!

Vocês já foram fazer suas inscrições no Concurso Original Gothic ? Pois é, ainda dá tempo, cliquem no selo e se inscrevam. Beijão !!!

Novidade, mais dois concursos que vou participar !!! Que tal vocês também participarem ? Acho que será muito legal...Beijão pra todos !!!

Sou Top 75 no Concurso Gothic Blog !!!
Estou tão feliz !!! Não é sempre que se é escolhida. Agradeço aos organizadores do concurso pelo carinho. Agora peço aos amigos que estão entrando no blog, que deixem um comentário. Isto me deixaria mais feliz ainda... Beijão !!!

Sou destaque pela primeira vez !!!
Estou amando ser destaque, que surprêsa !!! Agradeço a organizadora do condomínio e a todos que estão entrando na minha página. Pra ficar melhor ainda, só falta deixarem comentários. Prometo que retribuirei à todos que deixarem a sua marquinha aqui. Um beijão !!!

Meu querido porque eu deveria me importar se seus sonhos estão sendo doces hoje?
Se todos os meus você quebrou sem se importar nem um pouco... Sem se importar
Você jogou tantas pedras em mim ..aqui
Elas nunca voltarão em você como vieram em mim..
Não me pergunte o por que ...
De eu estar tão triste
O tempo me mostra cada vez mais amiga da solidão
Uma vez que no mundo das sombras
Eu me sinto segura eu me sinto livre eu me a salvo
Eu não tenho medo agora, deixe-me a sós.
Neste momento de tanta nostalgia e solidão
Eu estou tão triste, meu coração foi quebrado em meus doces sonhos outra vez..
Sombras!Por favor... Salvem-me agora....
Como eu gostaria de ter alguém que me fizesse adormecer com doces palavras
Deixe que as sombras me guiem por um caminho sem volta que não levem ao nada
Pois esse e o meu destino..o nada...
Eu não sei o que quero
Só não queria de ficar ali...
Não me pergunte o ¿por que? ¿...
De eu estar tão triste
O tempo me mostra cada vez mais amiga da solidão
Uma vez que no mundo das sombras
Eu me sinto segura eu me sinto livre eu me a salvo
Eu não tenho medo agora, deixe-me a sós.
Neste momento de tanta nostalgia e solidão
Mostre-me sombras o que mais pode haver neste coração que pulsava amores
E que agora anela rancores...
Eu estou tão triste, meu coração foi quebrado em meus doces sonhos outra vez..
Sombras!Por favor... Salvem-me agora....
by Wishmoon Aradia


Oi meus amigos virtuais, amanhã é o meu aniversário !!! Bem que vocês poderiam encher a minha caixinha com comentários, né ??? Beijos à todos...


O Surgimento do Cristianismo
Ao contrário do que se pensa, o cristianismo não foi imediatamente adotado pelo povo europeu ao ser declarado religião oficial do Império Romano. Esta conversão dos Romanos ao catolicismo teve motivos políticos, e não teve grande penetração fora dos centros urbanos. A grande massa da população permaneceu fiel a seus deuses antigos.
Os cultos antigos, então, receberam a denominação pejorativa de pagãos (pagani, plural de paganu, morador do campo), por ter como foco de resistência à nova religião o povo dos campos, longe das cidades e das zonas de comércio e ensino. Os missionários cristãos, com o tempo, passaram a ter mais aceitação nas cidades, mas continuavam sendo repelidos no campo, nas montanhas e nas regiões distantes, verdadeiros enclaves da Antiga Religião.
Houve ainda uma tentativa de reativar o paganismo e o culto aos Deuses antigos como religião oficial do Império Romano. Esta última esperança deveu-se ao Imperador Juliano (conhecido como O Apóstata), que reinou no século IV EC. Mas, como sabemos, essa tentativa não foi frutífera, derrubada pela própria conjuntura da época, onde já se pressentia o poder de manipulação, domínio e intriga do cristianismo, evidenciado nos séculos seguintes.
Um dos ardis utilizados pelos cristãos era o de apropriar-se de festividades pagãs como comemorações religiosas de sua própria religião. Assim, por exemplo, o festival do solstício de inverno, onde se comemorava o nascimento do Deus-Sol, transformou-se no Natal cristão. Também o festival de Samhain, comemorado em intenção dos mortos, recebeu o nome de Dia de Todos os Santos, logo seguido pelo dia de Finados. A despeito destas tentativas, as tradições pagãs continuaram mantendo sua força.
A partir de um decreto do papa Gregório, os cristãos também se apossaram dos locais sagrados da Antiga Religião e, derrubando os templos ali existentes, erigiram suas igrejas. Os Deuses de cada santuário foram transformados em santos e santas (um exemplo é Santa Brígida, da Irlanda, na verdade a Deusa Bhríd, protetora do fogo e dos partos). Quando os cristãos deram-se conta da importância da Deusa-Mãe para as pessoas, aumentaram a proeminência da Virgem Maria no culto cristão. Mitos e práticas pagãs foram, sistematicamente, absorvidas, distorcidas e transformadas em ritos cristãos. Esculturas de temas pagãos foram incluídos em igrejas e capelas . O maior exemplo de sincretismo entre costumes pagãos e cristãos é o cristianismo irlandês, que ainda hoje conserva hábitos célticos mesclados a liturgias cristãs. Os padres tinham a seu favor o tempo, o poder e a força. Os pagãos tinham que lutar sozinhos contra a profanação de seus templos, crenças e costumes. Desta maneira, o povo simples dos campos foi acostumando-se à nova religião, e, gradualmente, foi sendo convertido.
Mas os sacerdotes restantes da Antiga Religião não se renderam à nova ordem. Juntamente com pessoas ainda fiéis às antigas crenças, mantiveram o culto ao Deus de Chifres e à Deusa Mãe. As crenças pagãs, enfatizando a adoração aos Deuses e a realização dos festivais de fertilidade, foram amalgamando-se à magia popular, criando a Bruxaria Européia. A magia popular consistia em um conjunto de feitiços feitos com o uso de ervas, bonecos e diversos outros meios. Estes feitiços tinham como objetivo a cura, a boa sorte, atrair amores, e fins menos nobres,como a morte de algum inimigo. São práticas desenvolvidas a partir do que restara da magia simpática pré-histórica, unidas ao conhecimento xamânico dos povos bárbaros. Os teólogos cristãos passaram então a sustentar que a Bruxaria não existia. Assim, pretendiam terminar com a credibilidade dos bruxos e anular sua influência. Foi um período de relativa paz para a Arte. Mas logo os cristãos perceberam que seus esforços para exterminar completamente o paganismo não haviam dado resultado. Fizeram então mais uma tentativa: transformaram o Deus de Chifres na personificação do Mal, do Antideus, do Inimigo. A natureza dos Deuses pagãos é completamente diferente da do todo-poderoso senhor de bondade dos cristãos. Nossos Deuses são quase humanos, pois têm características tanto boas quanto más. A teologia cristã já pressupunha a existência de um antagonista a seu Jeová (o Satan hebraico do Antigo Testamento e o diabolos do Novo): um Inimigo. Ele ainda não possuía forma definida e, quando era representado, o era em forma de serpente, como a que persuadiu Adão a comer a fruta da Árvore da Sabedoria. Dando a seu Satã a forma do Deus de Chifres (notadamente de deuses agropastoris como Pã e Sileno, dotados de cascos de bode e pequenos cornos), os cristãos conseguiram iniciar um clima de terror e medo em relação aos praticantes da Antiga Religião, o que os forçou a praticarem seus ritos em segredo. Mas a era mais triste da Arte ainda estava por vir.
A História da Bruxaria (de acordo com a Tradição) © 1993, Daniel Pellizzari


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As Raízes da Antiga Religião
Quando iniciamos o estudo de algo que nos é novo, a primeira pergunta que nos vêm à mente é: de onde surgiu?. Portanto, nada mais correto do que usar a história da Arte como ponto de partida. De onde veio a Wicca? Como tornou-se o que é hoje? O que ela é hoje? Wicca é uma palavra do inglês arcaico que quer dizer bruxo (plural wicce). Há quem diga que seu significado é sábio, mas isso não corresponde à verdade. A palavra tem sua origem na raiz indo-européia wikk-, significando magia, feitiçaria. O nome Wicca é o mais usado para denominar nossa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou, simplesmente, A Arte. As origens da Bruxaria remontam à aurora da humanidade. Nossas crenças começaram a tomar forma no Paleolítico, há aproximadamente vinte e cinco mil anos. Neste período, o ser humano era nômade, e suas principais fontes de subsistência eram a caça e a coleta. Tudo era misterioso para o homem e a mulher do paleolítico: o trovão, o sol, a escuridão... Para eles, o mundo era um lugar perigoso, cheio de forças que deveriam ser temidas, respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, a idéia das forças foi evoluindo para a idéia de Deuses. Um dos primeiros e, seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres. Para que o clã nômade sobrevivesse, uma das principais atividades era a caça: dela provinham carne para alimentar-se, peles para vestir-se, ossos e chifres para fazer instrumentos. Os animais considerados mais valiosos, cujo abate cobria de honras aquele que o realizava, eram animais que possuíam chifres, como cervos e bisões. Assim, tomou forma na mente do ser humano primitivo a idéia de um Deus das Caçadas, dotado de chifres, símbolo de seu poder. Alguns membros do clã iniciaram a prática de atividades de caráter mágico-religioso, compostos por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos dedicados à adoração do Deus de Chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência destas divindades e espíritos, a fim de manipulá-la para interesses práticos do clã). Neste momento estava se delineando algo que se assemelhava muito a grosso modo com uma classe sacerdotal. Estes sacerdotes realizavam ritos do que hoje é denominado magia simpática, ou seja, práticas baseada na atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o sucesso da próxima caçada. Miniaturas destes mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então simulava-se sua caça e abate. Estes ritos eram geralmente dirigidos por um destes sacerdotes, geralmente usando a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma máscara dotada de chifres. Em Trois Frères, na França, existe uma pintura de doze mil anos, conhecida como Le Sorcière (O Feiticeiro). É a figura de um homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. À sua volta, paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus pés, uma saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as caçadas não eram a única coisa que faziam o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria. Todas estas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe. Figuras pré-históricas desta Deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Estas características são comuns a várias outras Vênus pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de fertilidade da mulher . A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele tornou-se filho da Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir desta concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, onde esculpiam-se ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, já tendo recebido a graça dos Deuses. No Neolítico, o ser humano desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano. Havia um período quente e fértil, onde realizavam-se as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Neste período, reinava a Deusa em seu aspecto de Mãe Fértil. Mas havia outro período, frio e escuro, quando as folhas das árvores secavam e caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia este período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nesta época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo, que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar. As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos de nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova. Estes cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druidas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais deve destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios Órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que estas são linhas gerais do início da bruxaria, que confunde-se com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas. O que relatei acima aconteceu, em épocas diferentes, nos mais variados lugares. É verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda vivia-se de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião. Meu objetivo, com a pequena exposição acima, foi dar ao estudante noções de como foi o surgimento da idéia dos Deuses e seu desenvolvimento. Para aqueles que desejarem um estudo mais detalhado, há uma lista de leitura recomendada no fim dos polígrafos.
A História da Bruxaria (de acordo com a Tradição) © 1993, Daniel Pellizzari


Simbolismo
De certo modo, os talismãs e símbolos utilizados pelos góticos surgiram de religiões e filosofias antigas, muitas consideradas obscuras. Provavelmente, pelo fato da cultura gótica não pertencer a nenhuma religião e admirar essas filosofias. Entretanto, é bom lembrar que isso não é uma regra. Acima do significado religioso há o valor simbólico que esses objetos carregam.
O pentagrama, por exemplo, é muito usado pelos góticos e wiccas. No começo, seu significado era associado à verdade implícita do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Porém, ervas e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas passaram a fazer parte do acervo farmacêutico de sábios e bruxas. Com isso, passou-se a usar o símbolo entrelaçado e invertido no trono do mestre dessas lojas. Em decorrência disso, o pentagrama foi levado ao conceito de bem e do mal, levando a Igreja Cristã a adotá-lo como sendo uma representação simbólica do satanismo. Suas cinco pontas representam o ar, a água, a terra, o fogo e o espírito.
Já o ANK, com seu formato cruciforme, tem origem egípcia. Muitos o vêem como uma representação do útero, com seu topo arredondado, símbolo da fertilidade. Outros o ligam ao conceito de vida eterna. Era usado por Ísis, viúva e irmã de Osíris, guardiã e deusa da mágica e da morte que, também, possuía o poder de ressurreição.
Também chamado de Chave do Nilo, o ANK tinha uma importância mítica muito interessante, onde representava as cheias periódicas do rio Nilo, fundamentais na sobrevivência dos povos egípcios.
Por fim, a maioria dos símbolos e talismãs usados pelos góticos tiveram sua origem no Oriente, e todos com significados filosóficos, místicos e espirituais.

"Sei porém que és pior do que o escuro e o frio
Sei que és mais terrível do que a solidão
Sei que és o meu próprio vazio
E que o teu mundo não é o meu.
Sei o que pensaste quando me viste entrar.
Eras a minha ilusão final
Hoje nem mais meu desespero tu és.
Minhas palavras te são indiferentes
Eu te sou indiferente.
Mas antes de partir quero te dizer adeus!
Quero demorar-me sobre o teu túmulo porque é o meu túmulo
Quero chorar sobre o teu corpo porque é meu corpo
Quero demorar-me um minuto ao teu lado
Porque és eu mesmo, oh! Minha sombra, meu engano e minha dor!".


De volta pra casa sinto que algo está estranho..
fecho a porta... fecho as janelas ligo meu som..
as velas que iluminam o ambiente.. se apagam com o vento..
de onde vem esse vento???...
Meu sangue.. vermelho começa a se expressar diante de um rosto marcado pela incerteza...
sinto que algo se aproxima..
com velas na mão.. sinto-me enclausurada...
não posso acendê-las.. pois o vento esta cada vez mais forte...
minha alma me chama... não sei como respondê-la.. fico aflita...
então sinto q algo mais forte se aproxima...
guitarras ao fundo harmonicamente simbolizam um momento único de minha vida..
o ultimo momento talvez... não tive um dia muito bom..
o mundo está em greve... meus pais se descasaram... o meu único amigo morreu...
sinto falta de mim mesma...
Cansada.. coloco a vela sobre a mesa... e sinto um frasco em uma de minhas mãos.. enqto a outra levemente se risca com um material cortante...
sei q não posso, mas não tive um dia muito bom mesmo...
a luz se apagou... o vento proporciona o prazer de dormir pra sempre talvez...
as janelas... se romperam.. cortinas ao vento.. brisa.. brisa...
noite.. escuridão.. e meu sangue... em todo lugar..
aquele frasco vazio... foi rolando até encontrar um pequeno vão entre a mobília e a parede.. ali ele parou.... a brisa em meu rosto... q junto ao chão está.. bate cada vez mais forte..
As guitarras harmonicamente... saem do casúlo.. e então um grande som de trombetas sintonizadas com guitarras começa a tocar. Alto. Mais alto.. muito alto. .
minha alma nesse mundo não está... a escuridão de mim já faz parte....
a voz erudita do cantor.. anuncia... ela não esta aqui...
Correria... choro.. angustia... perguntas de porquê???... mais perguntas.. questionamentos.. dor. Muita dor.... as pessoas sofrem.... e minha alma ali.. na escuridão ao som de riffs... harmonizada.. com a brisa.... forte.. brisa muito forte... e a voz erudita anuncia. Ela não esta aqui!!!!!
By Lívia Cristhina Freitas



Morra condenada em suas mentiras,
e lembre-se da decepção.
Não mostrarei o que sou de verdade,
para a doce criança da ilusão.
No silêncio dos olhares minto para me esconder,
tento fugir dos seus sonhos e desejos
para nunca mais ter que sofrer.
Posso ser um poeta frio, mas meu coração quer você.
Melhor ser o que eu não sou
Acreditar na esperança da mentira,
Do que mostrar para ti a minha verdade
De um passado de mágoas, onde os olhos não brilham
Não dedico minhas palavras
para uma dama sem brilho,
sua mentira fez a minha raiva,
de amar uma mentira.
Você disse que as flores murcharam,
mas o seu encanto ainda está vivo
Dentro do meu coração nasce uma rosa para ti,
onde não existirá os espinhos da mentira.
By Fábio Gois

Estou sozinho... desolado
em meu mundo totalmente isolado
Aguardo minha morte para enfim descansar..
para assim conseguir parar de chorar
no meu quarto escuro e pequeno eu respiro..
pensando em você todas as noites.. todos os dias
A noite me aguarda lá fora.. e a solidão me puxa para dentro
estou aqui deitado.. com um rosto sem expressão
paralisado pelo medo e pela solidão
guardo aqui dentro as minhas lágrimas..
de um coração magoado, cheia de vida para te amar
mas breve a morrer e assim descansar
Páginas rasgadas... amassadas... um coração sobre lágrimas..
Pulso ferido.. solidão e dor
a vida saindo por um corte profundo
onde a minha vida.. só a mente tem a certeza
que lá fora terá vida.. e aqui só a tristeza


Rosas de Lúcifer...
Para ser sincero eu não espero de você mais do que decepção
Uma vida de castigo, uma vida sem paixão
Minhas declarações de amor foram jogadas no chão
E a vida vai seguindo assim, tudo chegando ao fim.
Para ser sincero eu não espero de você mais do que punição
Angústia e solidão, você sorriu mas sem sentimentos, nem consideração
Entrei nos seus sonhos mas nunca entrei no seu coração
E a vida vai seguindo assim, tudo chegando ao fim.
Para ser sincero eu não espero de você mais do que uma lembrança
Uma eterna prisão, vivo isolado de todos contemplando a solidão
O anjo de lúcifer trouxe rosas negras para o poeta morrendo no chão
E a vida vai seguindo assim, tudo chegando ao fim.
Para ser sincero eu não espero de você mais do que uma eterna prisão
Quatro paredes servindo a isolação, papel e caneta servindo a maldição
Um anjo, um corpo, e rosas declarando um fim de um poeta condenado a sua própria prisão
E a vida vai seguindo assim, até chegar o seu triste e inevitável ... FIM.
By Fábio Gois


O último poema.
Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas.
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manoel Bandeira.


O Corvo.
Em certo dia, à hora
Da meia-noite me apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
'É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais'.
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o colchão refletia
A sua última agonia.
Eu ansioso pelo Sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará mais.
E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui, no peito,
Levantei-me de pronto, e 'Com efeito,
(Disse), é visita amiga e retardada
'Que bate a estas horas tais.
'É visita que pede à minha porta entrada:
'Há de ser isso e nada mais'.
Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: 'Imploro de vós - ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
'Mas como eu, precisando de descanso
'Já cochilava, e tão de manso e manso,
'Batestes, não fui logo, prestemente,
'Certificar-me que aí estais'.
Disse; a porta escancarar, acho a noite somente,
somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra
Que me amedronta, que me assombra.
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, com um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
'Seguramente, há na janela
'Alguma coisa que sussurra. Abramos,
'Eia, fora o temor, eia, vejamos
'A explicação do caso misterioso
'Dessas duas pancadas tais,
'Devolvamos a paz ao coração medroso,
'Obra do vento, e nada mais'.
Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
de um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta em um busto de Palas:
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gosto severo, - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: 'Ó tu que das noturnas plagas
'Vens, embora a cabeça nua tragas,
'Sem topete, não és ave medrosa,
'Dize os teus nomes senhoriais;
'Como te chamas tu na grande noite umbrosa?'
E o corvo disse: 'Nunca mais'.
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que eu lhe fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta a dizer em resposta
Que este é seu nome: 'Nunca mais'.
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário.
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse,
Nenhuma outra proferiu, nenhuma.
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: 'Perdi outrora
'Tantos amigos tão leais!
'Perderei também este em regressando a aurora'.
E o corvo disse: 'Nunca mais!'
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
'Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
'Que ele trouxe da convivência
'De algum mestre infeliz e acabrunhado
'Que o implacável destino há castigado
'Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
'Que dos seus cantos usuais
'Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
'Esse estribilho: 'Nunca mais'.
Segunda vez nesse momento
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E, mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera,
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: 'Nunca mais'.
Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam.
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível:
E eu exclamei então: 'Um Deus sensível
'Manda repouso à dor que te devora
'Destas saudades imortais:
'Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora'.
E o corvo disse: 'Nunca mais'.
'Profeta, ou o que quer que sejas!
'Ave ou demônio que negrejas!
'Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
'Onde reside o mal eterno,
'Ou simplesmente náufrago escapado
'Venhas do temporal que te há lançado
'Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
'Tem os seus lares triunfais,
'Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?'
E o corvo disse: 'Nunca mais'.
'Ave ou demônio que negrejas!
'Profeta, ou o que quer que sejas!
'Cessa, ai, cessa! (clamei, levantando-me) cessa!
'Regressando ao temporal, regressa
'À tua noite, deixa-me comigo...
'Vai-te, não fique no meu casto abrigo
'Pluma que lembre essa mentira tua.
'Tira-me ao peito essas fatais
'Garras que abrindo vão a minha dor já crua'
E o corvo disse: 'Nunca mais'.
E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Dom lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
Edgar Alan Poe



Sinto-me derrotada como sempre me senti. Tentando vencer minhas batalhas tolas, todas que sempre fui vencida.
Já apanhei tão feio que sinto vergonha. Da minha fraqueza, da minha falta de capacidade de por em prática a vontade de vencer. Falta talento talvez.
Covarde?Talvez...
Mais uma vez tenho vontade de jogar tudo para o alto, e apenas correr... sem direção, sem sentido. Para longe dos meus desafios.Para longe dos meu poderios...Correr contra o tempo...Correr contra mim mesma....Quero me trancar em mim mesma e nunca mais sair.Não sou nada...Não sou ninguém...Falta coragem e sobra covardia até para ser feliz...Não quero pena de ninguém, já tenho pena de mim mesma. Isso já é o suficiente para que meu voto de derrota seja dado.
Paro e percebo que tudo passa enquanto fico parado. A carne envelhece enquanto o tempo passa. A alma já está suficientemente envelhecida...
Lutar contra o tempo é perda de tempo...Lutar contra o amor é se entregar para o destino...Lugar contra mim mesma é morrer...
Da morte nasce a vida...Um mundo sem ilusão...Onde apenas sobrevivem os que enxergam a escuridão...
By Paula Antonello

Neste mundo de conquistas prefiro ser um cego;
para não ter que ver mais um dia de guerras.
Neste mundo de palavras prefiro ser um surdo;
para não ter que ouvir mentiras que me deixam de luto.
Neste mundo de ideologias prefiro ser um sábio burro;
para não ter sentimentos que muitas vezes são inúteis.
Neste mundo de injustiças prefiro ser um nada, o nulo;
para viver em outro lugar sem traumas no futuro.
Simples mundo; Mudo, sem futuro.
Simples mundo; Nulo, silêncio do luto
Simples mudo; Tudo, é raiva do mundo.
Simples grito do luto, o encanto não me quer e quer o tudo.
By Fábio Gois


Vale da Inquietude
Dantes, silente vale sorria.
Era um vale onde ninguém vivia.
Haviam todos partidos em guerra,
deixando os doces olhos de estrelas velarem pelas
flores formosas daquela terra,
em cujos braços, dia após dia,
a luz vermelha do sol dormia.
Não há viajante que, hoje, não fale
sobre a inquietude do triste vale.
Lá, agora, tudo é só movimento,
exceto os ares, pesando, adustos,
nas soledades de encantamento.
Ah! nenhum vento move os arbustos
que vibram como as ondas geladas
em torno às Hébridas enevoadas!
Ah! nenhum vento essas nuvens guia,
murmurejantes, nos céus insanos,
e que se arrastam, por todo o dia,
sobre violetas, que alguém diria
serem milhares de olhos humanos,
e sobre lírios, de haste pendida,
chorando em tumba desconhecida,
tremendo; e sempre caem, com o perfume,
gotas de orvalho do flóreo cume,
chorando; e desce, nas hastes frias,
um pranto eterno de pedrarias.
Edgar Allan Poe


Essa Lembrança Que Nos Vem
Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança...mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!
Mario Quintana

"Sonhos foram quebrados, desejos despedaçados
Agonizante esperança que havia em meu coração
De ser eu o motivo de tua felicidade,
De fazer parte de teus sonhos, realizações...
parte de tua vida... Dissipou-se com sua partida
Atormentado por pensamentos em você
A cada lugar que olho enxergo seu rosto
Sua voz ecoa em meus ouvidos
Quebrando o silêncio de tua ausência
Estremecendo meu corpo a cada lembrança
Tristeza. solidão, rejeição...
Sentimentos obscuros dominam minha alma
Um peso mortal aflige meu coração
Esmagando meu peito a cada batida
Dificultando minha respiração
Dolorosas lágrimas brotam incansáveis
Rasgando meus olhos, trilhando meu rosto
Afogando meu coração em um sangrento oceano
Assombrado por demônios
No inferno que minha vida se tornou
Levando-me à decadência
Convencendo-me a deixar este lugar
Intenso desejo de morrer, de nunca ter nascido
Covardia me impede de agir
Dê-me algo para essa dor
Um remédio para minha alma desolada
Cure-a dessa enfermidade
Nomeada por todos como vida"

Há momentos na vida em que se
deveria calar e deixar que o silêncio
falasse ao coração, pois há
sentimentos que a linguagem
não expressa e há emoções que
as palavras não sabem traduzir.

(...)quem és tú,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro ?
O amor ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projetou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome-esta última fala da última
estrêla a quase morrendo
pouco à pouco embebida no meu
próprio sangue
e o sangue à procura do teu
coração.

Hey You
Pink Floyd
Composição: Roger Waters
Hey you,
Out there in the cold,
Getting lonely, getting old,
Can you feel me?
Hey you,
Standing in the aisle,
With itchy feet and fading smile,
Can you feel me?
Hey you,
Don't help them to bury the light.
Don't give in, without a fight.
Hey you,
Out there on your own,
Sitting naked by the phone,
Would you touch me?
Hey you,
With your ear against the wall,
Waiting for someone to call out,
Would you touch me?
Hey you,
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.
But it was only, fantasy.
The wall was too high, as you can see.
No matter how he tried, he could not break free.
And the worms ate into his brain.
Hey you,
Out there on the road,
Always doing what you're told,
Can you help me?
Hey you,
Out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you,
Don't tell me there's no hope at all.
Together we stand, divided we fall.

A cada noite que passa,
sinto minha minha alma mais fraca...
Como evitar a morte ?
Ela exerce uma força sobre mim...
